terça-feira, 10 de agosto de 2010
sábado, 31 de julho de 2010
“A luta nunca será inglória, seja qual fôr o final… Estou a lutar pelo que quero, pela vida, por aqueles que eu gosto e amo e nesse sentido nunca será inglória. Espero que seja um exemplo de sucesso, se não fôr, pelo menos que fique bem claro que eu dei luta até ao final” - 30 de Julho de 2009
Infelizmente, mesmo sem sucesso, continua a ser um exemplo para qualquer um... Chorei, e continuo a chorar a escrever estas palavras para um lutador, onde me estiver a ver, ou a ouvir, ou na minha cabeça a perceber o que estou a pensar e a sentir... Serás sempre um herói. Obrigado e até sempre António...
António Feio (1954-2010)
Infelizmente, mesmo sem sucesso, continua a ser um exemplo para qualquer um... Chorei, e continuo a chorar a escrever estas palavras para um lutador, onde me estiver a ver, ou a ouvir, ou na minha cabeça a perceber o que estou a pensar e a sentir... Serás sempre um herói. Obrigado e até sempre António...
António Feio (1954-2010)
domingo, 25 de julho de 2010
Recordação
Um dia, uma pessoa muito importante para mim, mais o menos nesta altura do ano, disse-me assim: "Há tanto tempo que não dizes nada nem atendes o telefone... Olha André pode-se estar de férias mas NUNCA se tiram férias dos amigos...". Esta frase marcou-me de tal forma que permanece até aos dias de hoje, e continuará a habituar o meu lote de valores que quero perpetuar. Penso é que, por uma razão ou por outra, devo ser dos poucos que pensa assim. Quando infelizmente não podemos ter férias, pelo menos no sentido pleno da palavra ou no sentido que é dado pelo senso comum, todos vão de férias, todos se esquecem de quem pensa, se importa, precisa e gosta deles, tirando salvas e honrosas excepções... Por uma razão ou por outra é relativamente triste experimentar esta realidade. Contudo, a mesma pessoa (que bela pessoa por sinal :P) disse-me noutro dia outra coisa: "Tens de ver SEMPRE o lado positivo das coisas...", e colocando esta máxima em prática, concluo que assim ao menos dá para pensar bem nas coisas, arrumar o caos das ideias e limpar o pó das sensações. Coisas que eu devia fazer ao meu quarto mas a preguiça é bem mais forte... LOL
Ps 1 : O red pass já cá canta... eheheh
Ps 2 : Nota-se assim MUITOOOO que ando a ler o grande e inigualável Eça de Queiroz?? loool :P
Ps 1 : O red pass já cá canta... eheheh
Ps 2 : Nota-se assim MUITOOOO que ando a ler o grande e inigualável Eça de Queiroz?? loool :P
terça-feira, 1 de junho de 2010
Cá estamos...
E pronto cá estamos... são 00.22 quando tou a começar a escrever isto e parece que já podiam ser 8.00 para eu me levantar da cama e pensar que o próximo dia será melhor que este que ainda não acabou. Bem sinto-me sozinho e é uma tristeza porque antes, quando era criança e estava sozinho era tão feliz, mas tão feliz que até me parece mentira agora. Se antes era feliz sozinho porque é que agora não sou? Pois bem, aqui vai a minha teoria. Durante uns tempos estamos nas nuvens e tudo parece perfeito. Baixamos as defesas, perdemos contacto com outras pessoas, perdemos a rotina da amizade. Bem sei que devia ter controlado isso mas como sou um tótó não consegui... Agora olha para aqui estou a falar sozinho. Vá puto bora lá pá frente porque para a frente é que é o caminho. Habitua-te a estares contigo que é bem melhor assim...
Bem vou continuar a ler sociologia das profissões... é sempre bom para nos dar pa este lado... lol
Isto sim é uma ganda barraca.. LOL
Bora lá puto já são quase 8.00... Levanta-te pá!!
Bem vou continuar a ler sociologia das profissões... é sempre bom para nos dar pa este lado... lol
Isto sim é uma ganda barraca.. LOL
Bora lá puto já são quase 8.00... Levanta-te pá!!
sábado, 22 de maio de 2010
VAZIO
Sinto um vazio que me preenche e me consome. Nada tem já sentido. Não tenho vontade de nada... mas minto e minto porque a vontade que tenho de chorar me ultrapassa e deixa de ser vontade para ser necessidade. As lágrimas percorrem as curvas do meu rosto e mostram a fraqueza, que é algo inesplicável que associada a um amor sincero e incondicional ferido de morte, transforma um vaso já colado, em pequenos pedaços a perder de vista no local fundo, escuro, frio e doloroso em que me encontro. Saber que a pessoa por quem mais fiz desde que me conheço a mim próprio enquanto pessoa.. a pessoa a quem contei tudo de mim... com quem partilhei alegrias e tristezas... que apoiei ao máximo que consegui... que no fundo era uma das, senão a minha maior razão para viver, acordar de manhã com vontade de fazer alguém feliz... e a única que me conheceu como realmente eu sou... É simplesmente algo que já não o é... algo intenso mas fugaz... que de tão intenso trouxe alegrias e tristezas e de tão fugaz trouxe somente a ilusão de um amor, somente uma paixão que foi passageira e que de amor teve muito pouco.
Há um ditado que fala sobre pobreza e diz:
"Quem dá só pode dar às vezes,
mas quem precisa, precisa sempre"
Há uma certa ironia nisto... quem gosta pode gostar e deixar de o fazer, mas quem ama, ama sempre...
E isso ninguém é capaz de negar. Aliás talvez o neguem aqueles que gostam e pensam amar. Agora quem deixa de gostar com uma certa leveza e lucidez de espírito, que se consegue expôr sem qualquer pudor como se nada fosse, a outra pessoa. Faça-o. E não deve ser recriminada por tal, apenas apoiada na decisão que tomou. E assuma, com a mesma lucidez de espírito, para que mais a apoiem. Agora, quem ama é inconsciente, comete erros, faz coisas inexplicavelmente condenáveis, com um só objectivo... Amar
Reprimo-me, responsabilizo-me, recrimino-me, e tento negar o inegável, mesmo quando o vejo com os meus olhos ou o ouço com os meus ouvidos. A verdade existe e somos nós quem a fabricamos... A paixão existe e somos nós que a fabricamos mas também destruímos... O amor nasce sem se dar por ele e não o conseguimos destruir...
É duro, é triste e fonte de um sofrimento atroz... quando se ama um ser que de nada passou a tudo e de tudo passou a nada...
Há um ditado que fala sobre pobreza e diz:
"Quem dá só pode dar às vezes,
mas quem precisa, precisa sempre"
Há uma certa ironia nisto... quem gosta pode gostar e deixar de o fazer, mas quem ama, ama sempre...
E isso ninguém é capaz de negar. Aliás talvez o neguem aqueles que gostam e pensam amar. Agora quem deixa de gostar com uma certa leveza e lucidez de espírito, que se consegue expôr sem qualquer pudor como se nada fosse, a outra pessoa. Faça-o. E não deve ser recriminada por tal, apenas apoiada na decisão que tomou. E assuma, com a mesma lucidez de espírito, para que mais a apoiem. Agora, quem ama é inconsciente, comete erros, faz coisas inexplicavelmente condenáveis, com um só objectivo... Amar
Reprimo-me, responsabilizo-me, recrimino-me, e tento negar o inegável, mesmo quando o vejo com os meus olhos ou o ouço com os meus ouvidos. A verdade existe e somos nós quem a fabricamos... A paixão existe e somos nós que a fabricamos mas também destruímos... O amor nasce sem se dar por ele e não o conseguimos destruir...
É duro, é triste e fonte de um sofrimento atroz... quando se ama um ser que de nada passou a tudo e de tudo passou a nada...
sábado, 6 de março de 2010
Um silêncio ecoa na minha cabeça e abate-se sobre mim... Não sei o que dizer, não sei o que pensar, não sei o que fazer... Passo as mãos pela nuca e não resolve nada... Só consigo escrever reticências e coisas sem nexo... Confesso... Estou um pouco perdido e triste com o que me rodeia mas terei de estar forte quando for preciso... Ou pelo menos parecer porque em qualquer dos casos estarei mal...
Beijinho e força... *
Beijinho e força... *
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Calçada de Carriche
Luísa sobe,
sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.
Sobe, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas
não dá por nada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu a sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada,
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce o passeio,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga;
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga.
Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada...
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada...!
António Gedeão
Luísa sobe,
sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.
Sobe, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas
não dá por nada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu a sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada,
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce o passeio,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga;
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga.
Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada...
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada...!
António Gedeão
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